IPTU atrasado pode levar a casa à penhora: Renato Aragão pede 30 dias à Justiça para fechar acordo
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O que aconteceu no caso de Renato AragãoMas a casa onde a família mora não é protegida?Penhora não é perda imediataPerguntas frequentesFontesO que aconteceu no caso de Renato Aragão
A mansão de Renato Aragão e da mulher, Lilian, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, é alvo de penhora em uma cobrança de IPTU movida pela prefeitura. A ordem é de 30 de outubro, segundo o Agenda do Poder, e o imóvel é avaliado em R$ 18 milhões, segundo o Terra.
Na quarta-feira, 4 de novembro, os advogados do casal pediram à Justiça uma pausa de 30 dias na cobrança e na ordem de penhora. A informação é da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, reproduzida pelo Agenda do Poder.
Pelo que foi relatado, a defesa afirma estar em "fase avançada" de negociação de um termo de transação com a prefeitura, para quitar todos os débitos ligados ao imóvel. Até a publicação das reportagens consultadas, não havia notícia de decisão sobre o pedido nem de acordo fechado.
Os números variam entre as fontes. O Agenda do Poder fala em R$ 548 mil nesta ação. O Terra cita cerca de R$ 680 mil, relativos aos anos de 2021, 2022 e 2023, e menciona outras pendências sobre o imóvel.
Mas a casa onde a família mora não é protegida?
Em regra, é. A Lei 8.009/1990 protege o imóvel residencial da família contra penhora. O problema é que a proteção tem exceções, e o IPTU entra nelas.
O art. 3º, IV, da lei afasta a impenhorabilidade na cobrança de tributo devido em função do próprio imóvel familiar. Ou seja, a casa que gera o imposto pode responder por ele.
Dois julgados do STJ ajudam a enxergar os limites dessa regra:
- O tributo precisa ser da própria casa. No REsp 1332071, noticiado em 2020, a Terceira Turma afastou a penhora de uma casa porque o IPTU atrasado era de outro imóvel, um lote. A cobrança ali era de reembolso contratual, não de tributo.
- O luxo, sozinho, não muda nada. No AREsp 2.791.033, divulgado em 28 de agosto de 2026, a mesma turma decidiu que o alto valor de mercado não tira a proteção. Para o tribunal, as exceções da lei são taxativas.
As reportagens consultadas não informam se a defesa de Renato Aragão alegou bem de família. A explicação acima é da regra geral, não uma avaliação desse processo.
Penhora não é perda imediata
A penhora separa o bem para garantir a dívida. A venda em leilão, se ocorrer, vem em etapa posterior da cobrança.
Se você recebeu aviso de cobrança de IPTU, dois passos são úteis. Primeiro, consulte na prefeitura o que está em aberto e se já existe ação de execução fiscal. Depois, pergunte quais formas de parcelamento ou acordo o município oferece, porque as condições mudam de cidade para cidade.
Recebeu intimação judicial? Observe o prazo indicado no documento e procure um advogado ou a Defensoria Pública.
Quem vendeu imóvel sem registrar a venda também deve atenção: o STJ tratou desse tipo de cobrança de IPTU.
Perguntas frequentes
IPTU atrasado pode fazer a família perder a casa?
A dívida do próprio imóvel afasta a proteção do bem de família, e a casa pode ser penhorada. Penhora é etapa da cobrança, não a perda imediata.
Vale para IPTU de outro imóvel?
Não. No REsp 1332071, o STJ exigiu que o débito venha do próprio imóvel que se pretende penhorar.
Casa de luxo perde a proteção só pelo valor?
Não. No AREsp 2.791.033, a Terceira Turma do STJ decidiu que o alto valor, sozinho, não afasta a impenhorabilidade.
A Justiça aceitou o pedido da defesa de Renato Aragão?
As reportagens consultadas até 7 de novembro de 2026 não informam decisão sobre a pausa de 30 dias.
Qual é o valor da dívida no caso?
As fontes divergem: R$ 548 mil na ação citada pela coluna de Ancelmo Gois, e cerca de R$ 680 mil pelo IPTU de 2021 a 2023, segundo o Terra.
Fontes
- Agenda do Poder - Renato Aragão tenta suspender penhora de mansão por dívida de R$ 548 mil
- Terra - Renato Aragão reage a pedido de penhora de mansão de R$ 18 milhões
- STJ - Reembolso relativo a IPTU de outro imóvel não autoriza penhorar bem de família
- STJ - Bem de família não perde proteção contra penhora só porque tem alto valor
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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