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Parente nomeado secretário ou ministro: STF prevê nepotismo nas sessões de 18 e 19/11

Resposta rápidaO STF prevê para as sessões de 18 e 19 de novembro de 2026 a retomada do Tema 1.000, que decide se a proibição do nepotismo vale para cargos políticos de primeiro escalão, como secretário municipal. O relator, Luiz Fux, mudou de posição em abril e passou a defender a proibição, com exceção rara. Não há decisão final, e o caso tem repercussão geral.
Neste artigoO que está marcadoO que já vale hojeComo o caso chegou até aquiComo estão as posições conhecidasO que observarPerguntas frequentesFontes

O que está marcado

O STF divulgou em 6 de novembro de 2026 os destaques da pauta do mês. No bloco das sessões de 18 e 19 de novembro aparece o Recurso Extraordinário 1133118, o Tema 1.000 da repercussão geral.

A pergunta é direta: a proibição do nepotismo também vale para cargos políticos de primeiro escalão do Executivo, na União, nos estados e nos municípios? Na prática, são funções como a de secretário municipal, caso do processo.

O que já vale hoje

Duas regras convivem, e é aqui que muita gente se confunde.

A primeira é a Súmula Vinculante 13. Ela já proíbe nomear cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau para cargo em comissão, de confiança ou função gratificada, inclusive por designações recíprocas.

A segunda vem dos precedentes do próprio STF. Para cargos de natureza política, decisões vinham afastando a súmula, salvo fraude à lei, nepotismo cruzado ou falta manifesta de qualificação técnica ou idoneidade moral. A página do Tribunal registra também decisão em sentido contrário.

É esse segundo ponto que o julgamento pode mudar.

Como o caso chegou até aqui

Tudo começou em Tupã, no interior de São Paulo. Uma lei municipal autorizava nomear parentes até o terceiro grau para o cargo de secretário. O TJ-SP declarou a norma inconstitucional, e o município recorreu ao Supremo.

O julgamento já teve uma virada:

  • Outubro de 2025: Fux votou para permitir a nomeação, desde que houvesse qualificação técnica, idoneidade moral e nenhum nepotismo cruzado. Segundo o Migalhas, cinco ministros o acompanharam naquela ocasião, e Flávio Dino divergiu. Cármen Lúcia estava ausente.
  • 15 de abril de 2026: Fux mudou o voto e passou a defender a proibição. Ficaria de fora só a situação em que se comprove que outros candidatos qualificados não aceitariam o cargo, como em municípios pequenos.

Com a mudança do relator, não se sabe se os cinco que o acompanharam manterão o voto. A nota do STF sobre a sessão de abril não informa a posição deles, e não localizamos relato posterior.

Como estão as posições conhecidas

  • Luiz Fux, relator: proibição com exceção restrita e manutenção da decisão do TJ-SP.
  • Flávio Dino: acompanha o resultado, mas discorda da exceção.
  • Cármen Lúcia: acompanha o resultado e afirma que a súmula proíbe o nepotismo de forma plena, com eventuais exceções analisadas caso a caso.
  • Gilmar Mendes: pediu vista. Defende que uma eventual proibição seja mais enfática, possivelmente com regra de transição.

Dino e Cármen devem apresentar a posição definitiva na fixação da tese, segundo o STF.

O que observar

Dois pontos seguem em aberto até o fim do julgamento: o alcance da proibição para esses cargos e a existência de exceção ou regra de transição para nomeações já feitas.

E a data? Ela pode mudar. Na sessão de 14 de outubro, segundo o Migalhas, seis dos nove processos pautados foram adiados.

Orientação da redação: quem quiser questionar uma nomeação específica na sua cidade pode procurar o Ministério Público estadual. Cada caso depende do cargo, do grau de parentesco e da lei local.

Perguntas frequentes

O que o STF está decidindo?

Se a proibição de nomear parentes alcança os cargos políticos de primeiro escalão do Executivo federal, estadual e municipal.

O nepotismo já é proibido hoje?

Sim, para cargo em comissão, de confiança e função gratificada, pela Súmula Vinculante 13. A dúvida do Tema 1.000 é sobre os cargos políticos, que os precedentes vinham tratando de forma diferente.

Já existe decisão final?

Não. O julgamento foi suspenso em 15 de abril de 2026 por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e voltou à pauta de novembro.

De onde veio o caso?

De Tupã (SP). O município recorreu da decisão do TJ-SP que derrubou lei local que autorizava nomear parentes até o terceiro grau como secretário municipal.

Qual é a posição atual do relator?

Fux defende que a proibição alcance esses cargos, com exceção quando se comprovar que outros candidatos qualificados não aceitariam a função, como em pequenos municípios.

A data é certa?

É a previsão divulgada pelo STF em 6 de novembro. A pauta pode mudar, como em 14 de outubro, quando seis de nove processos foram adiados.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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