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Trabalhador em escala 6x1: Dino reúne empresas e centrais no STF em 10/11 para discutir transição

Resposta rápidaO ministro Flávio Dino convocou para 10 de novembro de 2026, às 14h, uma audiência de conciliação no STF sobre a implementação da Emenda 141, que acabou com a escala 6x1. Participam confederações empresariais, centrais sindicais, AGU e PGR. Segundo Dino, a redução da jornada e o aumento das folgas não estão em discussão. O debate é sobre a transição, e as notas do STF não informam mudança no calendário até agora.
Neste artigoO que foi marcadoO que está em jogo, e o que não estáO que as empresas pedemO que vale para o trabalhador hojePerguntas frequentesFontes

O que foi marcado

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou data no Supremo. O ministro Flávio Dino, relator da ADI 8041, convocou uma audiência de conciliação para terça-feira, 10 de novembro de 2026, às 14h, na Sala de Sessões da Primeira Turma.

A ação foi proposta pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em nota de 6 de novembro, o STF informou que Dino incluiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI), autora da ADI 8042. Para ele, os pedidos coincidem, e as particularidades de cada entidade não impedem uma audiência conjunta.

Foram chamados representantes de:

  • confederações sindicais empresariais de âmbito nacional;
  • centrais sindicais;
  • Advocacia-Geral da União;
  • advocacias do Senado e da Câmara;
  • Procuradoria-Geral da República.

O que está em jogo, e o que não está

Essa é a dúvida de quem trabalha seis dias por semana: a folga extra pode cair?

A nota do STF traz a posição do relator: a redução da jornada e a ampliação do repouso semanal não estão em discussão. O encontro trata de como as novas regras serão aplicadas.

O ministro lembra que a própria emenda exige negociação coletiva para ajustar a jornada diária ao novo limite de 42 horas semanais. Daí a busca por uma solução consensual, com os responsáveis pela norma e os setores afetados.

Ele também registrou, em análise inicial, que o prazo de dois meses não parece inviável. E observou que o texto deixou o efeito mais expressivo para 12 meses depois da primeira etapa. Não é decisão final sobre as ações, e o resultado da conciliação ainda não existe.

O que as empresas pedem

A CNC considera desproporcional o prazo de 60 dias para a primeira etapa. Argumenta que a mudança exige alterações estruturais e coincide com o período de maior movimento do comércio, dos serviços e do turismo. Também questiona o fim antecipado de cláusulas de acordos e convenções coletivas em vigor.

A proposta da entidade tem duas datas:

  • primeira etapa até 16 de outubro de 2027;
  • limite de 40 horas semanais a partir de outubro de 2028.

Sobre a CNI, o despacho citado pelo STF registra o pedido de "solução consensual da controvérsia".

O que vale para o trabalhador hoje

As notas do STF não informam suspensão da emenda. O calendário divulgado até aqui é este:

EtapaRegraData de referência
PrimeiraDe 44 para 42 horas semanais, com dois dias de repouso16/12/2026, segundo a Radioagência Nacional
SegundaLimite de 40 horas semanaisUm ano depois da primeira etapa

Duas orientações práticas. A primeira é perguntar à empresa como ficará a escala em dezembro. A segunda é consultar o sindicato, porque o ajuste da jornada diária passa por negociação coletiva.

O passo a passo completo está no guia Fim da escala 6x1: o que muda na jornada, nas folgas e no salário. As ações foram apresentadas na notícia CNC e CNI vão ao STF contra as regras.

O próximo dado concreto sai no dia 10: se houve acordo, proposta de novo calendário ou nenhuma mudança.

Perguntas frequentes

Quando será a audiência?

Na terça-feira, 10 de novembro de 2026, às 14h, na Sala de Sessões da Primeira Turma do STF.

A escala 6x1 pode voltar por causa dessa audiência?

Segundo a nota do STF, o ministro Flávio Dino afirmou que a redução da jornada e a ampliação do repouso semanal não estão em discussão. O encontro trata da implementação das novas regras.

O prazo de dezembro foi suspenso?

As notas do STF de 4, 5 e 6 de novembro não informam suspensão. Elas tratam da convocação da audiência e dos pedidos das entidades.

O que o comércio pede?

A CNC considera desproporcional o prazo de 60 dias e propõe a primeira etapa até 16 de outubro de 2027 e o limite de 40 horas a partir de outubro de 2028.

O trabalhador precisa fazer alguma coisa agora?

Não há providência obrigatória ligada à audiência. Vale perguntar à empresa e ao sindicato como ficará a escala e acompanhar o resultado do encontro.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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